ACI Europe amplia estratégia de sustentabilidade dos aeroportos
A ACI Europe lançou, em 7 de outubro de 2026, a “Sustainability Strategy for Airports 2.0”, atualização do roteiro publicado em 2019. O documento mantém a descarbonização e a transição energética como prioridades, mas amplia o entendimento de sustentabilidade para incluir fatores ambientais, sociais e econômicos. A nova abordagem coloca a adaptação e a resiliência climática no mesmo nível da redução de emissões, orientando os aeroportos a incorporar riscos físicos do clima em seus investimentos, operações, projetos de expansão e planos de manutenção.
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- Fonte
- FlightGlobal
- Data
- 18 de outubro de 2026 às 19:25 UTC
- Categoria
- Aeroportos e Hubs (HUB)
- Maturidade
- Nota

A ACI Europe lançou, em 7 de outubro de 2026, a “Sustainability Strategy for Airports 2.0”, atualização do roteiro publicado em 2019. O documento mantém a descarbonização e a transição energética como prioridades, mas amplia o entendimento de sustentabilidade para incluir fatores ambientais, sociais e econômicos. A nova abordagem coloca a adaptação e a resiliência climática no mesmo nível da redução de emissões, orientando os aeroportos a incorporar riscos físicos do clima em seus investimentos, operações, projetos de expansão e planos de manutenção.
A estratégia foi apresentada como um quadro prático para apoiar operadores aeroportuários no planejamento de longo prazo. Entre as orientações estão a realização de avaliações de risco climático e a adoção de medidas para preparar a infraestrutura para eventos extremos, como ondas de calor e inundações. O material também considera a necessidade de lidar com possíveis efeitos sobre a continuidade operacional e com a volatilidade dos custos de energia, sem afastar o compromisso setorial de alcançar emissões líquidas zero nas operações sob controle dos aeroportos até 2050.
O roteiro está organizado em sete pilares estratégicos. Além de “Descarbonização e Transição Energética” e “Adaptação e Resiliência Climática”, a estrutura inclui “Qualidade Ambiental Local e Impactos na Comunidade”; “Economia Circular e Gestão de Recursos”; “Biodiversidade, Uso do Solo e Ecologia Airside”; “Mobilidade Sustentável e Acessibilidade”; e “Pessoas e Comunidade”. Cada eixo combina ações práticas, indicadores de desempenho, exemplos de aeroportos e referências regulatórias europeias para auxiliar a aplicação das diretrizes no período de 2026 a 2030.
A dimensão ambiental local passa a abranger temas como ruído, qualidade do ar, água, solo e efeitos sobre as comunidades vizinhas. A proposta é relacionar o desempenho ambiental dos aeroportos às expectativas dos moradores e estabelecer indicadores específicos para acompanhar esses impactos. O pilar dedicado às pessoas e à comunidade também prevê práticas de trabalho responsáveis, diversidade, inclusão e mecanismos estruturados de diálogo com trabalhadores, passageiros e residentes envolvidos ou afetados por planos de desenvolvimento aeroportuário.
A economia circular e a gestão de recursos formam outro componente da estratégia. As orientações destacam o uso eficiente de energia, água e materiais, além da reutilização de insumos, da redução de resíduos e da integração dessas medidas às cadeias de suprimentos. A proposta busca fazer com que decisões operacionais e de investimento considerem não apenas o consumo imediato de recursos, mas também a eficiência e a redução de desperdícios ao longo do ciclo de vida das atividades aeroportuárias.
A biodiversidade, o uso do solo e a ecologia das áreas operacionais também recebem um eixo próprio. Nesse campo, o documento orienta que projetos de infraestrutura considerem a proteção de habitats e espécies próximos aos aeroportos, incluindo áreas associadas às pistas. A estratégia reúne ainda exemplos de iniciativas de restauração de habitats e de gestão ambiental, indicando como essas ações podem ser integradas ao planejamento aeroportuário sem tratar a sustentabilidade como uma atividade separada da governança.
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