WestJet estreia rota entre Calgary e São Paulo com temporada curta
A WestJet iniciará em 15 de dezembro a primeira rota da companhia para a América do Sul, ligando Calgary, no Canadá, ao Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos. A operação terá três voos semanais com o Boeing 787-9 Dreamliner e será o único serviço regular sem escalas entre o oeste canadense e a América do Sul. Com 10.635 quilômetros, o trecho também se tornará o mais longo da malha da empresa, superando a ligação entre Calgary e Seul. Apesar da relevância estratégica, a temporada inaugural foi reduzida e está programada para terminar em fevereiro.
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- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 27 de outubro de 2026 às 16:29 UTC
- Categoria
- Rotas e Aliancas (RTA)
- Maturidade
- Nota
- Geolocalização editorial
- São Paulo · -23.5505, -46.6333

A WestJet iniciará em 15 de dezembro a primeira rota da companhia para a América do Sul, ligando Calgary, no Canadá, ao Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos. A operação terá três voos semanais com o Boeing 787-9 Dreamliner e será o único serviço regular sem escalas entre o oeste canadense e a América do Sul. Com 10.635 quilômetros, o trecho também se tornará o mais longo da malha da empresa, superando a ligação entre Calgary e Seul. Apesar da relevância estratégica, a temporada inaugural foi reduzida e está programada para terminar em fevereiro.
O voo WS54 partirá de Calgary às 23h55 às terças, quintas-feiras e domingos, chegando a São Paulo às 15h45 do dia seguinte. O retorno, identificado como WS55, sairá de Guarulhos às 19h40 às segundas, quartas-feiras e sextas-feiras, com pouso previsto em Calgary às 6h15 do dia seguinte. A duração programada é de 12 horas e 50 minutos no sentido Canadá-Brasil e de 13 horas e 45 minutos no trajeto inverso. A aeronave terá 320 assentos, distribuídos entre 16 lugares na classe executiva, 28 na econômica premium e 276 na econômica.
São Paulo será o centésimo destino sem escalas da WestJet a partir de Calgary, aeroporto que ganhou importância na estratégia internacional da companhia. A empresa, que começou concentrada no mercado doméstico do oeste canadense, ampliou gradualmente sua presença intercontinental com voos para a Europa e a Ásia. A nova ligação acrescentará a América do Sul à rede da cidade e permitirá que passageiros de São Paulo tenham acesso direto à malha doméstica da WestJet no oeste do Canadá. Segundo a companhia, a conexão reforça a relação construída com Calgary e a utilização de seus Dreamliners para ampliar o acesso global a partir do centro de operações.
A programação atual é consideravelmente mais curta que o plano inicial. A operação havia sido anunciada para começar em 8 de novembro e seguir até 18 de abril, mas o início foi adiado para 15 de dezembro e o encerramento antecipado para 14 de fevereiro, com o último retorno ocorrendo no dia seguinte. Dessa forma, a rota será testada durante aproximadamente dois meses do inverno canadense, em vez de atravessar toda a temporada originalmente prevista. O material indica que a decisão representa uma alocação cautelosa de capacidade de fuselagem larga, já que a WestJet utiliza seus 787-9 em destinos como Londres, Paris e Roma.
A demanda local conhecida ajuda a explicar o desafio. Dados de mercado citados no material apontam cerca de 10 mil passageiros entre Calgary e São Paulo em 2025, volume pequeno para uma aeronave de 320 lugares operando três vezes por semana. A viabilidade da ligação dependerá, portanto, da consolidação de passageiros de outras cidades. Vancouver teria gerado aproximadamente 42 mil passageiros com origem ou destino em São Paulo, enquanto Seattle teria registrado 26 mil e Edmonton, cerca de 5 mil. A rede doméstica da WestJet pode alimentar os voos em Calgary, incluindo potenciais conexões do oeste canadense e do noroeste dos Estados Unidos.
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