Investigação apura alertas sobre copiloto de voo da flydubai
A investigação sobre o ataque ocorrido em um voo da flydubai com destino a Tel Aviv passou a examinar tanto a ação do copiloto suspeito quanto as etapas de contratação, autorização e verificação de segurança que permitiram sua atuação na cabine. O episódio ocorreu em 30 de setembro, quando o tripulante, cidadão de Omã, teria atacado o comandante com um machado de emergência e tentado assumir os controles durante o voo. A intervenção de passageiros, possível após a abertura da porta da cabine, permitiu dominar o agressor, e a aeronave realizou um pouso de emergência. O voo transportava 182 pessoas. As autoridades dos Emirados Árabes Unidos classificaram o caso como ataque terrorista, mas a motivação definitiva e eventuais vínculos externos ainda não haviam sido estabelecidos publicamente.
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- Fonte
- AERO Magazine
- Data
- 6 de outubro de 2026 às 13:23 UTC
- Categoria
- Incidentes e Seguranca (SEG)
- Maturidade
- Nota
- Geolocalização editorial
- Tel Aviv · 32.0853, 34.7818
Nota editorial
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A investigação sobre o ataque ocorrido em um voo da flydubai com destino a Tel Aviv passou a examinar tanto a ação do copiloto suspeito quanto as etapas de contratação, autorização e verificação de segurança que permitiram sua atuação na cabine. O episódio ocorreu em 30 de setembro, quando o tripulante, cidadão de Omã, teria atacado o comandante com um machado de emergência e tentado assumir os controles durante o voo. A intervenção de passageiros, possível após a abertura da porta da cabine, permitiu dominar o agressor, e a aeronave realizou um pouso de emergência. O voo transportava 182 pessoas. As autoridades dos Emirados Árabes Unidos classificaram o caso como ataque terrorista, mas a motivação definitiva e eventuais vínculos externos ainda não haviam sido estabelecidos publicamente.
Segundo relatos reunidos na apuração, o copiloto foi identificado como Hamam al-Hammami. Fontes citadas por veículos de imprensa afirmaram que ele já havia sido afastado das funções de voo na Oman Air após preocupações de superiores com possíveis posições extremistas. Em versões complementares, autoridades e pessoas familiarizadas com o caso disseram que o tripulante teria sido considerado um risco de segurança e transferido para uma função administrativa. Também foi relatado que ele teria sido encontrado com material extremista durante seu treinamento como copiloto em 2024. Essas informações, contudo, não foram confirmadas publicamente pela Oman Air nem pelas autoridades de Omã, e a investigação ainda precisava esclarecer a natureza e o alcance desses alertas.
A eventual existência de uma restrição anterior é central para a análise do processo de contratação pela flydubai. Os investigadores deverão determinar se a medida adotada pela antiga empregadora foi formalmente documentada, se seus registros poderiam ser consultados por outra companhia aérea e se o conteúdo chegou ao conhecimento dos responsáveis pela seleção e autorização do copiloto. As informações disponíveis não permitem concluir que a flydubai tenha recebido um aviso específico e optado por ignorá-lo. Também não está esclarecido quais verificações de antecedentes foram realizadas, quais bases de dados estavam acessíveis e em que momento cada órgão teve contato com as informações relativas ao tripulante.
As autoridades israelenses determinaram uma revisão dos protocolos de segurança aplicados aos voos de empresas estrangeiras para o país. Autoridades regionais disseram que os Emirados Árabes Unidos haviam enviado previamente a Israel dados de passageiros e tripulantes, incluindo nacionalidades, e que não houve objeção israelense aos nomes apresentados. O envio de uma lista, porém, não demonstra por si só que uma investigação individual dos antecedentes tenha sido realizada ou que todos os alertas disponíveis tenham sido identificados. A apuração também deverá diferenciar a conferência da identidade dos ocupantes das análises de segurança destinadas a avaliar riscos específicos entre os integrantes da tripulação.
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Reuters relata plano anterior de sequestro em voo da flydubai
O copiloto da flydubai acusado de agredir o comandante e de tentar assumir o controle de uma aeronave teria planejado sequestrar e derrubar um voo anterior com destino a Tel Aviv. A informação foi atribuída a uma fonte a par da investigação conduzida nos Emirados Árabes Unidos. Segundo esse relato, o tripulante teria desistido da ação porque conhecia uma pessoa que estava a bordo. Dois funcionários israelenses também afirmaram que o plano teria sido elaborado antes de o homem ingressar na companhia aérea e que ele teria pesquisado empresas que operavam voos para Tel Aviv.
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Quantos voos comissários de bordo realizam por ano
Não existe um número único de voos realizados por comissários de bordo em um ano. As companhias aéreas e os reguladores acompanham principalmente horas de voo, períodos de serviço e intervalos de descanso, e não a quantidade individual de trechos. Por isso, a estimativa depende do tipo de operação, da duração das rotas, da escala de trabalho, das esperas em solo e das funções cumpridas antes e depois de cada voo. Em linhas gerais, tripulantes em regime integral acumulam cerca de 75 a 100 horas de voo por mês, ou aproximadamente 900 horas em 12 meses, embora os limites e a prática possam variar conforme o país, a empresa e o contrato de trabalho.