Venda potencial de F-35 à Arábia Saudita expõe riscos estratégicos
A Arábia Saudita busca adquirir 48 caças F-35A Lightning II da Lockheed Martin em um possível acordo estimado em US$ 24,3 bilhões. A venda foi aprovada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos em 17 de setembro de 2026, mas ainda depende da conclusão do processo e da efetivação das entregas. Se o negócio avançar, os primeiros aviões poderão entrar em operação saudita no início ou em meados da década de 2030. O pacote incluiria 49 motores Pratt & Whitney F135-PW-100, equipamentos de apoio, peças de reposição, assistência técnica e treinamento. A aquisição ampliaria as capacidades de quinta geração da Força Aérea Real Saudita e aprofundaria sua interoperabilidade com forças americanas e aliadas, mas também provocou alertas sobre a proteção de informações militares sensíveis diante da presença chinesa no país.
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- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 9 de outubro de 2026 às 21:55 UTC
- Categoria
- Defesa e Militar (DEF)
- Maturidade
- Nota
Nota editorial
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A Arábia Saudita busca adquirir 48 caças F-35A Lightning II da Lockheed Martin em um possível acordo estimado em US$ 24,3 bilhões. A venda foi aprovada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos em 17 de setembro de 2026, mas ainda depende da conclusão do processo e da efetivação das entregas. Se o negócio avançar, os primeiros aviões poderão entrar em operação saudita no início ou em meados da década de 2030. O pacote incluiria 49 motores Pratt & Whitney F135-PW-100, equipamentos de apoio, peças de reposição, assistência técnica e treinamento. A aquisição ampliaria as capacidades de quinta geração da Força Aérea Real Saudita e aprofundaria sua interoperabilidade com forças americanas e aliadas, mas também provocou alertas sobre a proteção de informações militares sensíveis diante da presença chinesa no país.
A Arábia Saudita já é um dos principais compradores de equipamentos militares dos Estados Unidos. Um acordo concluído durante a administração de Barack Obama, antes da posse de Donald Trump em 2017, foi avaliado em US$ 29,4 bilhões e previu a entrega de 84 caças F-15SA, além da modernização de 70 F-15 já existentes. O contrato também contemplava armamentos, peças, treinamento, manutenção e apoio logístico. Segundo o material, armas americanas corresponderam a 77% das importações sauditas de armamentos entre 2021 e 2025, evidenciando a dependência do reino em relação aos Estados Unidos para obter equipamentos avançados e manter suas capacidades de combate.
A possível chegada do F-35 complementaria uma frota saudita que, de acordo com o GlobalMilitary.net, reúne 916 aeronaves ativas, incluindo 384 aviões de combate. Os F-15 formam a base dessa estrutura e já oferecem recursos de quarta geração para superioridade aérea e missões de ataque. O F-35 acrescentaria sensores avançados, processamento de dados e sistemas conectados capazes de produzir uma visão integrada e em tempo real do espaço de batalha. Em operações conjuntas, os aviões poderiam compartilhar informações com os F-15, ajudar a identificar alvos e elevar a eficiência de grupos de missão. A operação do modelo também poderia ampliar a compatibilidade entre Arábia Saudita, Estados Unidos e Israel por meio de tecnologias, doutrinas e planejamento operacional comuns.
O interesse saudita ocorre em um ambiente regional marcado por riscos associados ao Irã e às atividades dos houthis no Iêmen. O material cita estimativas segundo as quais os houthis realizaram mais de 1.800 ataques com mísseis e drones desde 2015, empregando armas com alcance aproximado de até 2.000 quilômetros e aeronaves não tripuladas capazes de alcançar cerca de 2.600 quilômetros. O grupo também é descrito como apoiado pelo Irã e dependente de redes clandestinas para receber armas, munições e componentes de mísseis por rotas marítimas no Golfo de Omã e no mar da Arábia. Nesse contexto, o F-35 poderia reforçar a vigilância, a coleta de inteligência e o acompanhamento de atividades marítimas, além de apoiar ataques de precisão caso fossem autorizados.
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