Houthis recomendam evitar espaço aéreo da Arábia Saudita
Os Houthis advertiram as companhias aéreas, em 5 de outubro de 2026, para que não utilizem o espaço aéreo da Arábia Saudita, em meio à retomada dos combates no Iêmen. O Humanitarian Operations Coordination Center, órgão controlado pelo movimento, afirmou que os céus sauditas se tornariam um “teatro de operações” para suas forças armadas. A declaração não indicou aeroportos, rotas específicas ou um cronograma para eventuais ações militares, mas acrescentou pressão sobre as avaliações de segurança da aviação comercial no Oriente Médio. O grupo também declarou que o espaço aéreo permaneceria inseguro enquanto continuasse o que descreve como “agressão saudita”.
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- Fonte
- AeroTime
- Data
- 8 de outubro de 2026 às 00:58 UTC
- Categoria
- Companhias Aereas (CIA)
- Maturidade
- Nota
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Os Houthis advertiram as companhias aéreas, em 5 de outubro de 2026, para que não utilizem o espaço aéreo da Arábia Saudita, em meio à retomada dos combates no Iêmen. O Humanitarian Operations Coordination Center, órgão controlado pelo movimento, afirmou que os céus sauditas se tornariam um “teatro de operações” para suas forças armadas. A declaração não indicou aeroportos, rotas específicas ou um cronograma para eventuais ações militares, mas acrescentou pressão sobre as avaliações de segurança da aviação comercial no Oriente Médio. O grupo também declarou que o espaço aéreo permaneceria inseguro enquanto continuasse o que descreve como “agressão saudita”.
A advertência ocorreu depois do início de uma ofensiva apoiada pela Arábia Saudita contra forças houthis. O porta-voz da coalizão, major-general Turki Al-Maliki, afirmou que 100 aeronaves de combate participaram das primeiras horas da Operação Dawn of Yemen e declarou que 324 alvos haviam sido destruídos. Essas informações foram apresentadas pelo lado saudita, enquanto o comunicado houthi representou a posição do movimento envolvido no conflito. O material fornecido não confirma de forma independente a quantidade de aeronaves empregadas nem o número de alvos atingidos.
A preocupação com a segurança das rotas sauditas já havia sido refletida em uma orientação da Agência Europeia para a Segurança da Aviação, publicada em 30 de setembro. A agência recomendou que os operadores evitassem, em todas as altitudes, uma área definida da Região de Informação de Voo de Jeddah e adotassem cautela em outras partes do entorno. Segundo a avaliação, ataques com mísseis e drones associados aos Houthis haviam avançado para além do sul e do sudoeste da Arábia Saudita, alcançando áreas próximas a Riade, Tabuk e Yanbu.
A orientação europeia citou riscos relacionados à identificação equivocada de aeronaves civis, a possíveis interceptações e à queda de destroços, além da atividade dos sistemas de defesa aérea. A agência recomendou que as companhias revisassem os riscos antes de cada voo e estivessem preparadas para alterar seus planos com pouca antecedência. A Reuters informou que a avaliação da EASA não mencionou um episódio envolvendo o desvio de uma aeronave da flydubai no mesmo período. A agência também indicou que continuaria monitorando a situação para verificar a evolução do risco aos operadores europeus.
O alerta sobre a Arábia Saudita ocorre em um ambiente regional mais amplo de restrições e ameaças à aviação civil. Orientações existentes recomendam evitar voos sobre o Irã e a Jordânia em todas as altitudes, além de determinadas áreas marítimas vinculadas às regiões de informação de voo de Bahrein, Kuwait, Doha e Emirados Árabes Unidos. Também há recomendação contra operações sobre águas do Golfo de Omã, dentro da região de Mascate, a oeste da longitude 58 graus leste. Essas medidas estão associadas ao risco de novas ações militares, falhas de identificação por forças de defesa aérea e efeitos indiretos de conflitos em andamento.
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