ATR 72 da Alliance Air pousa antes da pista em mau tempo
Uma investigação final sobre o incidente em Bhubaneswar, na Índia, concluiu que um ATR 72-600 da Alliance Air desviou-se da trajetória de planeio durante uma aproximação instável e tocou o solo antes do início da pista. A ocorrência envolveu a aeronave de matrícula VT-RKF, que chegava de Rourkela em 8 de outubro de 2024. O avião atingiu luzes de aproximação e pousou cerca de 43,5 metros antes da cabeceira da pista 14. O relatório apontou que a tripulação não executou uma arremetida, apesar de a aproximação ter deixado de atender aos critérios de estabilização. Nenhuma das 47 pessoas a bordo ficou ferida, mas a aeronave sofreu danos na fuselagem e no compartimento do trem de pouso.
Use para compartilhar ou copiar a URL canônica da matéria.
- Fonte
- FlightGlobal
- Data
- 23 de outubro de 2026 às 23:29 UTC
- Categoria
- Incidentes e Seguranca (SEG)
- Maturidade
- Materia
- Geolocalização editorial
- Bhubaneswar · 20.2961, 85.8245

Uma investigação final sobre o incidente em Bhubaneswar, na Índia, concluiu que um ATR 72-600 da Alliance Air desviou-se da trajetória de planeio durante uma aproximação instável e tocou o solo antes do início da pista. A ocorrência envolveu a aeronave de matrícula VT-RKF, que chegava de Rourkela em 8 de outubro de 2024. O avião atingiu luzes de aproximação e pousou cerca de 43,5 metros antes da cabeceira da pista 14. O relatório apontou que a tripulação não executou uma arremetida, apesar de a aproximação ter deixado de atender aos critérios de estabilização. Nenhuma das 47 pessoas a bordo ficou ferida, mas a aeronave sofreu danos na fuselagem e no compartimento do trem de pouso.
Antes de iniciar a aproximação, a tripulação havia recebido instruções para aguardar devido às condições meteorológicas adversas e ao congestionamento do tráfego no aeroporto. Posteriormente, foi informada de que a visibilidade estava em torno de 800 metros e que havia chuva intensa afetando a região. Mesmo nesse cenário, o voo prosseguiu para uma aproximação pelo sistema de pouso por instrumentos, o ILS, em direção à pista 14. A investigação descreveu uma deterioração das condições durante a fase final, com chuva forte próxima aos mínimos operacionais e redução adicional da margem para uma condução estabilizada do procedimento.
De acordo com os investigadores, a aeronave passou abaixo da trajetória de planeio durante a aproximação. A análise associou o desvio a comandos de controle com atitude de nariz para baixo combinados com cisalhamento do vento em baixa altitude. Essa mudança incluiu uma transição de vento de proa para vento de cauda, condição capaz de reduzir o desempenho relativo da aeronave durante a aproximação. A tripulação também teria percebido uma perda de sustentação e vibrações incomuns quando o avião estava próximo dos mínimos. Esses sinais ocorreram em meio a um ambiente convectivo severo e a uma rápida piora meteorológica.
O ponto central da conclusão foi a continuidade de uma aproximação que já não atendia aos parâmetros de estabilização. O relatório indicou que houve reconhecimento tardio da condição instável e que não foi iniciado o procedimento de aproximação perdida, também conhecido como arremetida. Com a aeronave abaixo da trajetória prevista e sujeita a alterações do vento, a decisão de prosseguir levou ao contato com as luzes de aproximação antes do toque no pavimento. Os investigadores trataram a falha em interromper a aproximação como um fator importante para o pouso curto, sem atribuir o evento a uma única falha mecânica.
Entre os fatores contribuintes mencionados estão o mau tempo, a visibilidade reduzida, a demora em identificar a aproximação instável e a ausência de uma arremetida. A investigação também destacou a necessidade de reforçar a disciplina operacional quando as condições se deterioram rapidamente. O material não descreve uma causa mecânica isolada como responsável pelo desvio. Em vez disso, os achados concentram-se na gestão da aproximação, na avaliação contínua da estabilidade do voo e na tomada de decisão da tripulação diante de chuva intensa, cisalhamento do vento e referências visuais limitadas.
Relacionados
Mesma editoria
Nota
Birdstrike faz voo da Gol retornar ao Recife após decolagem
Birdstrike é o termo usado na aviação para descrever a colisão entre uma ave e uma aeronave durante o voo. O episódio que motivou a explicação envolveu o voo G3 1587, operado pela Gol, que partiu do Aeroporto Internacional do Recife com destino ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Pouco depois da decolagem, a aeronave atingiu um pássaro e precisou retornar ao aeroporto de origem. O procedimento foi adotado depois que foram observadas faíscas e fumaça ou chamas em uma das turbinas. A aeronave pousou em segurança por volta das 13h47 e foi encaminhada para manutenção após o pouso.
SEG · Severidade 1
Mesma editoria
Materia
A321neo da Pegasus interrompe saída na direção errada em Frankfurt
Um Airbus A321neo da Pegasus Airlines, matrícula TC-RDO, interrompeu uma saída na direção incorreta no aeroporto de Frankfurt, durante a operação do voo PC996 com destino a Istambul-Sabiha Gökçen. A aeronave havia recebido autorização para utilizar a pista 18, que prevê a decolagem no sentido sul, mas virou para o norte depois de ingressar na pista. O avião avançou em velocidade reduzida e foi parado antes de prosseguir. A companhia afirmou que não houve tentativa de decolagem propriamente dita, enquanto relatos complementares descrevem que a aeronave chegou a acelerar durante a manobra. Após deixar a pista, o voo partiu normalmente no sentido correto.